Este artigo sobre a decisão do TRF-1 é informativo e não é orientação jurídica. Para decidir sobre a sua atuação, acompanhe o CFO, o CRO do seu estado e o seu advogado. Situação atualizada em 24 de outubro de 2026.

A decisão do TRF-1 sobre harmonização orofacial, de 19/08/2026, anulou a Resolução CFO 198/2019, que trata da harmonização orofacial feita por cirurgiões-dentistas. Na data desta revisão, a decisão ainda não tem efeito e cabe recurso. Para a clínica, o que muda agora é a necessidade de conhecer os próprios números e preparar cenários, sem tomar decisões precipitadas. A harmonização orofacial (HOF) é o conjunto de procedimentos estéticos e funcionais da face feitos por cirurgiãs-dentistas, reconhecido como especialidade pela Resolução CFO 198/2019.

O que se sabe sobre a decisão do TRF-1 até agora

Dois pontos estão confirmados: em 19/08/2026, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou a Resolução CFO 198/2019, e a decisão ainda não tem efeito, porque cabe recurso. Os demais detalhes do processo ainda precisam ser conferidos em fonte oficial.

Notícias sobre a Resolução CFO 198/2019 circularam rápido, muitas vezes com títulos que sugerem uma proibição imediata. Por isso, a ficha abaixo separa o que está confirmado do que ainda depende de confirmação.

Ficha da decisão do TRF-1 sobre a Resolução CFO 198/2019: o que está confirmado
PontoSituação na data desta revisão
Data da decisão19/08/2026
TribunalTribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1)
Norma anuladaResolução CFO 198/2019, que trata da harmonização orofacial por cirurgiões-dentistas
EfeitoAinda sem efeito
RecursoCabe recurso

A ficha registra só o que estava confirmado na data da revisão. Confira sempre a situação atual nos canais oficiais.

O que significa uma decisão "ainda sem efeito"

Significa que, na data desta revisão, a decisão não muda a situação prática das dentistas. Ela existe no processo, mas ainda não produz efeitos, e o caminho até isso depende das próximas etapas.

Na gestão, essa diferença importa. Tratar uma decisão sem efeito como proibição já em vigor leva a cortes e mudanças que podem se mostrar desnecessárias; ignorá-la deixa a clínica sem preparo se o cenário mudar.

A decisão alcança dentistas, biomédicas e médicos da mesma forma?

A decisão trata de uma resolução do Conselho Federal de Odontologia, que regula a atuação dos cirurgiões-dentistas. Biomédicas e médicos seguem as normas dos seus próprios conselhos, o CFBM e o CFM.

Isso não autoriza conclusões sobre outras profissões, nem para melhor nem para pior. Qualquer efeito sobre a atuação de biomédicas e médicos em harmonização facial precisa ser conferido com o conselho de cada profissão.

Para clínicas com equipe mista, a recomendação de gestão é a mesma para todas: saber quem realiza cada procedimento, sob qual conselho, e quanto cada profissional representa no faturamento. Esse retrato vale para dentistas, biomédicas e médicos.

O que a dentista pode fazer agora na gestão, sem precipitação

Seis frentes de gestão protegem a clínica em qualquer desfecho, porque nenhuma delas depende do resultado do processo. São ações de organização, e não mudanças de atuação.

  1. Acompanhar só as fontes oficiais

    A informação que vale para decidir vem do CFO, do CRO do seu estado e do seu advogado. Vídeos, grupos de mensagem e posts de rede social servem, no máximo, como alerta para ir conferir.

    Na prática: defina uma pessoa da clínica para checar os canais oficiais uma vez por semana e anotar a data da última atualização.

  2. Mapear de onde vem o faturamento

    Saber quanto da receita vem de cada procedimento mostra o tamanho real da exposição da clínica. Sem esse número, qualquer cenário vira palpite.

    Na prática: separe os últimos 12 meses por procedimento e por profissional. A análise dos números da clínica faz esse recorte com a doutora.

  3. Ter reserva de caixa

    Uma reserva dá tempo para decidir com calma, seja qual for o desfecho. Ela cobre custos fixos se a agenda oscilar e evita decisões tomadas por aperto.

    Na prática: calcule quantos meses de custos fixos a clínica cobre hoje. Se o caixa ainda é desorganizado, comece pelo plano de 4 semanas para o fluxo de caixa.

  4. Revisar contratos de longo prazo

    Contratos longos são os compromissos mais difíceis de ajustar se o cenário mudar. Conhecer prazos, multas e condições de saída é organização, e não decisão.

    Na prática: liste aluguel, financiamento de equipamentos, fornecedores e pacotes já pagos por pacientes, com vencimento de cada um, e leve a lista ao seu advogado.

  5. Alinhar a comunicação com pacientes e equipe

    Pacientes e equipe vão perguntar, e uma resposta improvisada gera insegurança. A clínica precisa de uma resposta curta, calma e verdadeira, sem afirmar o que ainda não se sabe.

    Na prática: combine com a secretária uma resposta padrão revisada pelo seu advogado e evite publicações sobre o tema sem orientação.

  6. Preparar cenários com números

    Cenários escritos transformam incerteza em plano. Com o faturamento mapeado e a reserva calculada, a doutora sabe o que observar em cada caminho possível.

    Na prática: use a tabela de cenários abaixo como roteiro e revise a cada atualização oficial do processo.

Nenhuma dessas ações depende do resultado do processo: elas deixam a clínica mais preparada em qualquer cenário. Este guia é informativo e não substitui a orientação jurídica nem o acompanhamento das fontes oficiais.

Tabela de cenários: o que observar na gestão em cada caminho

São três caminhos possíveis para a clínica acompanhar: o processo seguir, a decisão passar a valer ou a decisão ser revertida. A tabela não prevê qual vai acontecer; mostra o que observar nos números em cada um.

Cenários da decisão do TRF-1 sobre harmonização orofacial e o que a clínica observa na gestão em cada um
CenárioSituação jurídicaO que evitarO que observar na gestão
Enquanto o processo segueDecisão sem efeito e com recurso possívelCortes, demissões ou mudanças de atuação por antecipaçãoFaturamento por procedimento, reserva em meses e agenda das próximas semanas
Se a decisão passar a valerO alcance, para quem vale e a partir de quando dependem do que o tribunal definirAgir sem orientação jurídica e sem conferir o alcance realParte do faturamento exposta, tratamentos em andamento, contratos e custos fixos
Se a decisão for revertidaA resolução segue como está, e o processo ainda pode ter novas etapasAbandonar a organização feita, como se o tema tivesse acabadoManter o painel mensal, a reserva e a rotina de checar fontes oficiais

Leitura de gestão, que não substitui a orientação do CFO, do CRO e do seu advogado sobre a situação jurídica.

Ficha de exposição: quanto a clínica depende da HOF

A ficha de exposição mostra, em uma página, quanto do faturamento e dos compromissos da clínica está ligado à harmonização orofacial feita pela dentista. Preencha com os números dos últimos 12 meses.

Ficha de exposição da clínica para preencher com os números dos últimos 12 meses
LinhaO que anotar ou calcularValor
A. Faturamento totalTudo o que a clínica vendeu nos 12 meses___
B. HOF pela dentistaVendas de harmonização orofacial feitas pela cirurgiã-dentista___
C. Outros procedimentosVendas que não dependem da HOF da dentista___
D. ExposiçãoB ÷ A × 100___ %
E. Custos fixos do mêsAluguel, equipe, sistemas, contador e pró-labore___
F. Reserva em caixaDinheiro disponível, sem contar recebíveis futuros___
G. Meses de coberturaF ÷ E___ meses
H. Compromissos abertosTratamentos já pagos e contratos com mais de 12 meses___

A ficha organiza os números; ela não indica o que a clínica deve fazer.

Exposição alta com poucos meses de cobertura pede prioridade para a reserva. Exposição baixa com muitos compromissos abertos pede atenção aos contratos. Quando ninguém na clínica consegue manter esses números atualizados, vale entender o que é BPO financeiro e quando ele faz sentido.

Erros de gestão que a notícia costuma provocar

O erro mais comum diante de uma notícia jurídica é decidir rápido demais, para um lado ou para o outro. Estes cinco aparecem com frequência e todos podem ser evitados com números na mão.

Cortar tudo de uma vez. Desligar marketing, equipe e fornecedores no mesmo mês derruba a agenda por meses, mesmo que o cenário não mude.

Antecipar caixa baixando preço. Condições especiais para fechar o mês atraem quem compara preço, reduzem a margem e não protegem a clínica de verdade.

Ignorar o assunto. Fingir que nada aconteceu deixa a clínica sem reserva e sem plano se a decisão passar a valer.

Falar do tema sem orientação. Publicar opinião ou prometer às pacientes que "nada vai mudar" expõe a doutora; a comunicação passa antes pelo seu advogado.

Decidir por post de rede social. Títulos alarmistas e vídeos sem fonte não substituem o CFO, o CRO e o processo oficial.

Como a Yuki Company acompanha o tema com as clínicas parceiras

A Yuki Company atende cirurgiãs-dentistas, biomédicas e médicos, e trata a decisão do TRF-1 com neutralidade. O papel da Yuki é a gestão, o marketing e o comercial da clínica; a orientação jurídica fica com o advogado da doutora e com o conselho.

Nos planos Invicta e Invicta X, a análise de gestão acompanha os números que entram na ficha de exposição e na tabela de cenários, dentro da etapa Escala do Método Yuki.

Para saber quanto da sua clínica está exposto hoje e por onde começar, você pode pedir o diagnóstico da minha clínica, o Raio-X que abre o trabalho da Yuki Company.

Perguntas frequentes sobre a decisão do TRF-1 e a HOF

A decisão do TRF-1 já proíbe a dentista de fazer harmonização orofacial?

Na data desta revisão, não. A decisão de 19/08/2026 anulou a Resolução CFO 198/2019, mas ainda não tem efeito e cabe recurso. Confira a situação atual com o CFO, o CRO do seu estado e o seu advogado.

A dentista deve parar de atender ou de anunciar harmonização agora?

Essa é uma decisão de atuação, que deve ser tomada com o seu advogado e com o CRO, e não com base em notícia. Na gestão, o útil agora é mapear o faturamento por procedimento, ter reserva de caixa e preparar cenários.

A decisão vale também para biomédicas e médicos?

A decisão trata de uma resolução do CFO, que regula os cirurgiões-dentistas. Biomédicas e médicos seguem as normas do CFBM e do CFM, e qualquer efeito sobre essas profissões deve ser conferido com o conselho de cada uma.

O que fazer com pacientes que já pagaram um protocolo?

Mantenha o registro de cada tratamento em andamento, com o que foi pago e o que falta realizar, e leve essa lista ao seu advogado. Com ela em mãos, a orientação jurídica fica mais rápida em qualquer cenário.

Onde acompanhar a atualização do processo?

Nos canais oficiais do CFO, no CRO do seu estado e com o seu advogado, que pode consultar o andamento do processo. Este artigo traz a data da última revisão no aviso do topo.

Quando a decisão do TRF-1 foi tomada?

Em 19/08/2026, o TRF-1 anulou a Resolução CFO 198/2019, que reconhece a harmonização orofacial como especialidade do dentista. A decisão ainda não tem efeito, porque depende da publicação do acórdão e cabe recurso.

A Yuki Company tem posição sobre a decisão?

A Yuki Company não tem posição pública sobre a decisão do TRF-1 e trata o tema com neutralidade. O que a Yuki faz é ajudar a clínica a organizar a gestão e a reduzir a dependência de uma única fonte de faturamento, em qualquer cenário.

A dentista pode continuar anunciando harmonização?

Enquanto a decisão não tem efeito, as regras de publicidade continuam as do CFO, como a Resolução CFO 196/2019. Antes de mudar a comunicação, a dentista deve acompanhar as fontes oficiais e a orientação do seu conselho regional.

Como reduzir a dependência da HOF no faturamento?

Mapeando de onde vem cada parte do faturamento, por procedimento e por profissional, e avaliando outras frentes que a clínica já atende. A ficha de exposição deste guia ajuda a medir essa dependência antes de qualquer decisão.

A análise de gestão ajuda nesse cenário?

Ajuda, porque mostra de onde vem o faturamento, a margem de cada procedimento e o caixa disponível, o que permite decidir com números, e não com pressa. Veja como funciona a análise de gestão de clínica de estética da Yuki Company.