Este guia sobre publicidade médica CFM 2.336 é informativo. Ele não substitui a leitura da resolução, a orientação do seu Conselho Regional de Medicina nem a de um advogado. Situação revisada em 24 de outubro de 2026.
A publicidade médica CFM 2.336 segue uma lógica simples: você pode divulgar o seu trabalho, inclusive nas redes sociais e em anúncios pagos, desde que informe em vez de prometer, se identifique corretamente e proteja o paciente. A Resolução CFM 2.336/2023 atualizou as regras anteriores e passou a admitir, sob condições, o antes e depois com caráter educativo. Promessa de resultado, sensacionalismo e especialidade sem registro continuam fora dos limites. A publicidade médica é toda comunicação do médico ou do consultório com o público, como posts, anúncios e site, e ela segue as regras do Conselho Federal de Medicina.
O que é a Resolução CFM 2.336/2023 e a quem ela se aplica
A Resolução CFM 2.336/2023 é a norma do Conselho Federal de Medicina que regula a publicidade médica no Brasil. Ela vale para todo médico inscrito no CRM, de qualquer especialidade, e para tudo o que divulga o trabalho dele.
Publicidade não é só o anúncio pago: post, vídeo curto, stories, site do consultório, perfil no Google e entrevista também entram na conta.
Quem responde perante o conselho é o médico cujo nome aparece na peça. Isso vale mesmo quando o conteúdo foi criado por uma agência, uma assessoria ou a própria secretária. Por isso, a aprovação final de cada publicação precisa ser sua.
O que mudou em relação às regras anteriores
A resolução substituiu as regras de publicidade médica que valiam antes e deu mais espaço às redes sociais. O ponto mais comentado é o antes e depois, que passou a ser admitido com caráter educativo, sob condições definidas na própria norma.
A base não mudou: a comunicação segue sóbria, verdadeira e voltada a informar. Promessa de cura, comparação que diminui colegas e apelo sensacionalista continuam fora.
Outras regras que andam junto com a resolução
A resolução não é a única camada que o médico precisa observar. O Código de Ética Médica anda junto com ela, e a divulgação do consultório ainda passa pelas regras das plataformas de anúncio, pela lei do consumidor e pela LGPD.
A LGPD pesa sempre que o paciente aparece, porque imagem e informação clínica são dados protegidos e pedem consentimento para aquele uso específico. O CRM do seu estado também pode publicar orientações próprias.
Os quatro princípios que orientam a publicidade médica
Quase toda dúvida sobre o que publicar se resolve com quatro perguntas. Se a peça passa nas quatro, tende a estar no caminho certo; se falha em uma, volta para revisão antes de ir ao ar.
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Princípio 1: informar antes de convencer
A publicidade médica existe para orientar o paciente, e não para pressioná-lo. Explicar uma doença, um exame ou como funciona a primeira consulta é o centro da comunicação aceita pelo conselho.
Pergunta-teste: o paciente aprende algo útil com esta peça, mesmo que nunca marque uma consulta?
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Princípio 2: identificação completa do médico
O paciente precisa saber quem está falando. Nome, número do CRM e, quando a peça cita uma especialidade, o RQE correspondente formam a identificação básica de qualquer divulgação.
Pergunta-teste: quem vê a peça consegue identificar o médico e a especialidade registrada?
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Princípio 3: nenhuma promessa de resultado
Cada organismo responde de um jeito ao mesmo tratamento. Expressões como "resultado imediato", "sem dor" ou "fim definitivo" sugerem um efeito certo e expõem o médico.
Pergunta-teste: o texto descreve o processo do tratamento, e não um resultado certo?
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Princípio 4: proteção e dignidade do paciente
O paciente não é cenário de campanha. Qualquer imagem, relato ou dado só aparece com autorização por escrito, sem expor intimidade e sem tom de espetáculo.
Pergunta-teste: o paciente que aparece se sentiria respeitado ao ver esta publicação?
Os quatro princípios ajudam a decidir quando a norma não tem um exemplo exato: informar, identificar o médico, não prometer resultado e proteger o paciente. Este guia é informativo e não substitui a leitura da resolução nem a orientação do conselho regional.
O que pode, o que exige cuidado e o que não pode na publicidade
A tabela organiza os oito formatos de conteúdo mais usados por consultórios em três faixas de risco. Use como roteiro de conferência com o texto da resolução, e não como regra fechada.
| Conteúdo | O que pode | O que exige cuidado | O que não pode |
|---|---|---|---|
| Redes sociais | Conteúdo educativo sobre doenças, exames e tratamentos, com identificação do médico | Bastidores do consultório e fotos com pacientes | Tom sensacionalista ou trend que banaliza o ato médico |
| Antes e depois | Uso com caráter educativo, nas condições da resolução e com autorização do paciente | Luz, ângulo e enquadramento iguais, com aviso de que o resultado varia | Imagem editada, com filtro ou ligada a uma promessa |
| Depoimento de paciente | Relato sóbrio sobre o atendimento e a experiência no consultório | Relato que descreve o resultado do tratamento | Depoimento exagerado ou que sugere o mesmo efeito para todos |
| Preço e pagamento | Tratar do valor na conversa individual com o paciente | Divulgar valor de consulta ou formas de pagamento, só nas condições da norma | Valor como chamariz, sorteio ou pacote com prazo para acabar |
| Título de especialista e RQE | Informar a especialidade registrada, com CRM e RQE | Citar pós-graduação, cursos e áreas de atuação | Apresentar-se como especialista sem registro no CRM |
| Impulsionamento e anúncio pago | Anúncio educativo, com identificação e página de destino coerente | Texto que fala da condição de saúde de quem lê | Pressa artificial para marcar ou resultado prometido na chamada |
| Entrevistas e imprensa | Falar como fonte sobre a especialidade, com linguagem educativa | Citar o próprio consultório e os próprios procedimentos | Usar a entrevista como propaganda disfarçada |
| Site do consultório | Identificação completa, especialidades, estrutura e como funciona a consulta | Galeria de imagens e página de depoimentos | Texto com promessa de cura ou de resultado |
Cada linha leva antes da publicação. A coluna do meio é a mais sensível às orientações do conselho regional: na dúvida, consulte o CRM do seu estado.
Exemplos por formato: post, anúncio e site
Os mesmos princípios mudam de forma em cada formato. Os exemplos abaixo são ilustrativos, escritos para mostrar a diferença de tom, e não textos aprovados pelo conselho.
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No post das redes sociais
O post funciona melhor quando responde a uma dúvida real do paciente. O erro comum é virar chamada de venda, com resultado prometido.
Evite: "Acabe com as manchas do rosto em uma única sessão."
Prefira: "Mancha no rosto tem causas diferentes. Veja por que o tratamento muda em cada caso e por que a consulta vem antes."
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No anúncio pago
O anúncio segue as regras do post, com um risco extra: o espaço curto empurra para frases de impacto.
Evite: "Últimas vagas da semana. Agende já antes que acabe."
Prefira: "Consulta com especialista. Entenda como funciona a primeira consulta e o que levar."
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No site do consultório
O site é a referência oficial do médico na internet e costuma ser lido com mais calma. Superlativos e comparações com colegas são os deslizes que mais aparecem nessas páginas.
Evite: "O melhor especialista da cidade, com resultado em poucos dias."
Prefira: nome, especialidade, CRM e RQE logo no topo, seguidos de como é a primeira consulta e de quais exames trazer.
Os exemplos valem como direção, e cada formato pode ter regras próprias das plataformas para serviços de saúde. Antes de publicar, confira a resolução e as políticas do Google e da Meta.
Checklist antes de publicar qualquer peça do consultório
Responda às dez perguntas abaixo com a peça pronta na tela, antes de publicar. Uma única resposta negativa ou incerta já é motivo para ajustar o texto ou a imagem.
- A peça traz o seu nome e o número do CRM?
- A especialidade citada tem RQE, e o número aparece junto?
- O texto informa o paciente, sem prometer resultado?
- Não há valor usado como chamariz, sorteio ou prazo para acabar?
- O antes e depois, se houver, segue as condições da resolução?
- Existe termo assinado de cada paciente mostrado na peça?
- O relato de paciente descreve o atendimento, sem prometer efeito?
- Ficaram de fora superlativos, sensacionalismo e comparação com colegas?
- O anúncio passa nas políticas de saúde das plataformas onde vai rodar?
- Você leu e aprovou a versão final antes da publicação?
Como divulgar o consultório dentro das regras e atrair pacientes
Seguir a resolução não obriga a fazer uma comunicação fraca. O conteúdo que educa, mostra quem é o médico e explica a consulta tende a atrair o paciente que valoriza o atendimento, e não o que só compara preço.
A regra define o que pode ser dito. O resultado depende do restante da estrutura: um perfil que mostre a sua especialidade, um canal que leve o paciente até o consultório e uma secretária preparada para transformar o contato em consulta. Veja como montar uma agenda particular cheia sem cortar o convênio de uma vez.
Cada especialidade tem buscas, dúvidas e procedimentos próprios. Na dermatologia, por exemplo, o conteúdo educativo e a busca no Google pesam muito, e o guia de captação para dermatologia mostra como aplicar essas regras na prática.
Se preferir um time executando junto com você, a assessoria de marketing para médicos da Yuki Company aplica o Método Yuki ao consultório, adaptado à sua especialidade e à Resolução CFM 2.336/2023. Os planos são os mesmos das clínicas parceiras: Starter, Invicta e Invicta X. O primeiro passo é pedir o Raio-X do meu consultório.
Perguntas frequentes sobre publicidade médica e a CFM 2.336
Médico pode fazer anúncio pago nas redes sociais?
Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 admite a divulgação nas redes sociais e em anúncios pagos, desde que a peça siga as mesmas regras de qualquer publicidade médica: identificação do médico, caráter informativo e nenhuma promessa de resultado. Post impulsionado também conta como anúncio.
Médico pode postar antes e depois pela CFM 2.336?
A resolução passou a admitir o antes e depois com caráter educativo, sob condições definidas no texto da norma, como a autorização do paciente. Leia a resolução antes de publicar e não use imagens editadas, com filtro ou associadas a uma promessa.
Posso divulgar o preço da consulta?
É um dos pontos que mais exigem cuidado. Valor usado como chamariz, sorteio e pacote com prazo para acabar ficam fora do tom aceito. Se pensar em divulgar valores, confira as condições no texto da resolução e com o CRM do seu estado.
Preciso informar o RQE nas redes sociais?
Quando a publicação cita uma especialidade, a identificação deve trazer o CRM e o RQE dessa especialidade. Sem registro de especialidade, não se apresente como especialista, mesmo que tenha pós-graduação na área.
Se a agência errar no anúncio, quem responde ao conselho?
A responsabilidade ética costuma recair sobre o médico identificado na peça, com nome e CRM. Terceirizar a criação não transfere essa responsabilidade, então revise e aprove cada conteúdo antes da publicação.
Médico pode fazer depoimento de paciente?
A Resolução CFM 2.336/2023 trata de depoimentos de forma sóbria, sem sensacionalismo e sem promessa de resultado. O paciente precisa autorizar o uso, e os dados dele devem ser protegidos, como exige a LGPD.
Médico pode anunciar no Google?
Pode, desde que siga a Resolução CFM 2.336/2023 e as políticas do Google para serviços de saúde. O anúncio deve informar a especialidade e o serviço, sem promessa de resultado. A Yuki Company planeja os anúncios do consultório dentro dessas regras.
Quais dados o médico precisa informar nas redes?
A identificação completa do médico é um dos princípios da publicidade médica: nome, número de inscrição no CRM e, quando divulga uma especialidade, o RQE. Confira a resolução e a orientação do seu conselho regional sobre o formato.
A secretária do consultório segue as regras de publicidade?
A conversa com o paciente no WhatsApp também é comunicação do consultório e não pode ter promessa de resultado nem apelo de preço. O treinamento comercial da Yuki Company prepara a secretária para explicar o valor da consulta dentro dessas regras.
A Yuki Company atende consultórios médicos?
Sim. A Yuki Company atende médicos de uma grande variedade de especialidades com os mesmos planos das clínicas, dentro da Resolução CFM 2.336/2023. Veja como funciona a assessoria de marketing para médicos.



