Para saber como vender protocolo full face, trate a consulta como um roteiro, e não como uma conversa livre. São seis etapas, do primeiro contato ao fechamento: vender a consulta, ouvir a paciente, analisar o rosto inteiro, apresentar o plano de tratamento em fases, falar do investimento com contexto e agendar a primeira sessão. A paciente que pediu só a toxina sai com um plano e decide bem informada. O protocolo full face é o plano de tratamento para o rosto inteiro, que combina procedimentos em etapas, em vez de um procedimento isolado.
Por que a clínica vende procedimento isolado em vez de protocolo
A clínica vende procedimento isolado porque responde ao pedido da paciente, e não ao objetivo dela. A paciente chega pedindo toxina, recebe toxina, e o plano completo nunca chega a ser apresentado.
A paciente nova raramente fala em protocolo. Ela escreve "quanto custa o botox?", porque esse é o vocabulário que conhece. O desejo por trás da pergunta costuma ser maior: parecer descansada, sentir-se bem nas fotos.
Quando a clínica atende só o pedido, perde a chance de cuidar do que a paciente realmente quer. O efeito aparece no ticket médio baixo e na agenda cheia de atendimentos curtos. A doutora trabalha mais horas e cresce menos.
Vender protocolo não é empurrar mais procedimentos. É olhar o rosto inteiro, explicar o que faz sentido e em que ordem, e deixar a decisão com a paciente. Isso pede um roteiro.
O que é um protocolo full face na harmonização facial
Protocolo full face é um plano de tratamento que considera o rosto inteiro e organiza os procedimentos em fases, com objetivo, ordem e acompanhamento definidos. É o oposto do procedimento avulso, decidido pela queixa do dia.
Na prática, o protocolo pode combinar técnicas diferentes, como toxina botulínica, ácido hialurônico e bioestimuladores, conforme a indicação de cada caso. O que define o protocolo não é a quantidade de procedimentos, e sim a lógica: cada fase prepara a seguinte, e todas apontam para o mesmo objetivo.
Três coisas separam um protocolo de uma lista: o diagnóstico do rosto todo, a sequência explicada e o acompanhamento entre as sessões. Sem elas, a paciente enxerga só um orçamento maior.
O roteiro da consulta em 6 etapas para vender protocolo full face
O roteiro tem seis etapas, do primeiro contato no WhatsApp ao fechamento na consulta. As duas primeiras preparam a conversa, as três do meio constroem o plano junto com a paciente e a última transforma a decisão em sessão agendada.
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Etapa 1: primeiro contato, para vender a consulta e não o procedimento
O objetivo do primeiro contato é agendar a consulta, e não fechar o procedimento pelo WhatsApp. A secretária acolhe a pergunta e apresenta a consulta como o momento de montar um plano para o rosto da paciente.
Aqui pesam a velocidade de atendimento e a pergunta de preço, para a qual valem estas 5 respostas modelo. A ficha da paciente registra a queixa, a origem e o procedimento citado.
Quem conduz: a secretária ou o comercial. Sai daqui com: consulta agendada e ficha pronta para a doutora.
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Etapa 2: acolhimento, para entender a queixa e o objetivo
A consulta começa pela escuta, e não pela técnica. Nos primeiros minutos, a doutora descobre o que incomoda a paciente, o que ela espera e o que já fez antes.
Perguntas abertas funcionam melhor, como "o que mais te incomoda hoje?". Anote as palavras que a paciente usa: elas voltam na apresentação do plano.
Quem conduz: a doutora. Sai daqui com: queixa, objetivo e histórico da paciente, nas palavras dela.
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Etapa 3: análise facial completa, para mostrar o rosto inteiro
A análise do rosto inteiro é a etapa que abre espaço para o protocolo. A doutora parte da queixa trazida e mostra como ela se relaciona com outras regiões do rosto.
Use o espelho e uma linguagem simples. Em vez de termos técnicos, fale do que a paciente vê: cansaço, contorno, sustentação. Fotos feitas na consulta ajudam, desde que a paciente consinta.
Quem conduz: a doutora. Sai daqui com: um diagnóstico que a paciente entende e com o qual concorda.
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Etapa 4: plano de tratamento, para apresentar o protocolo em fases
O plano de tratamento responde a três perguntas: o que fazer, em que ordem e por quê. A doutora apresenta o protocolo em fases e liga cada uma delas ao objetivo que a paciente contou na etapa 2.
Comece pela queixa principal e mostre as fases seguintes como continuação natural. Diga o intervalo entre as sessões, sem prometer resultado, e entregue o plano por escrito para ela rever em casa.
Quem conduz: a doutora. Sai daqui com: o plano de tratamento por escrito, com fases e intervalos.
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Etapa 5: investimento, para falar do valor com contexto
O investimento entra depois do plano, nunca antes. Quando a paciente já entendeu o que vai ser feito e por quê, o valor deixa de ser o preço de uma seringa e passa a ser o de um caminho.
Apresente o valor do plano completo e mostre como ele se distribui pelas fases. Explique as condições de pagamento sem pressa. Se a paciente quiser começar por uma fase só, a decisão é válida: o plano segue de pé.
Quem conduz: a doutora ou o comercial. Sai daqui com: dúvidas sobre valor e condições respondidas.
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Etapa 6: fechamento, para agendar a primeira sessão na consulta
O fechamento é um convite claro para começar. Quem conduz pergunta se a paciente quer seguir com o plano e propõe a data da primeira sessão antes de ela sair.
Uma pergunta direta resolve: "podemos agendar a primeira fase para a próxima semana?". Se a paciente pedir tempo para pensar, respeite e combine na hora quando a clínica vai retomar a conversa. Esse retorno faz parte do roteiro.
Quem conduz: a doutora ou o comercial. Sai daqui com: primeira sessão agendada ou retorno com data combinada.
O roteiro funciona porque parte da queixa e do objetivo da paciente, e não do procedimento que a clínica quer vender. Quando a análise mostra o rosto inteiro, o plano completo passa a fazer sentido para ela, e a decisão deixa de ser só sobre preço.
As 6 etapas em tabela: objetivo, pergunta e erro comum
A tabela resume o roteiro da consulta para você imprimir e usar com a equipe. Cada linha traz o objetivo da etapa, uma pergunta que a conduz e o erro que mais derruba o fechamento.
| Etapa | Objetivo | Pergunta que conduz | Erro comum |
|---|---|---|---|
| 1. Primeiro contato | Agendar a consulta | "Posso te explicar como funciona a consulta?" | Tentar fechar o procedimento pelo WhatsApp |
| 2. Acolhimento | Entender queixa e objetivo | "O que mais te incomoda hoje?" | Começar a consulta falando de técnica |
| 3. Análise facial | Mostrar o rosto inteiro | "Você também percebe esta região?" | Olhar só o ponto da queixa |
| 4. Plano de tratamento | Explicar as fases e o porquê | "Faz sentido começarmos por aqui?" | Listar procedimentos sem ordem nem motivo |
| 5. Investimento | Dar contexto ao valor | "Ficou alguma dúvida sobre as condições?" | Falar do valor antes de mostrar o plano |
| 6. Fechamento | Agendar a primeira sessão | "Podemos agendar a primeira fase?" | Encerrar a consulta sem propor uma data |
Nas clínicas atendidas pela Yuki Company, de 80% a 90% das consultas realizadas viram venda. Use essa média como referência e acompanhe também o histórico da própria clínica.
Como apresentar o plano de tratamento sem parecer venda
O plano soa como cuidado quando parte do objetivo da paciente e explica o porquê de cada fase. Soa como venda quando vira uma lista de procedimentos com um valor no fim.
A diferença está na linguagem. "Você vai fazer toxina, preenchimento e bioestimulador" é uma lista. "Para você parecer menos cansada, primeiro cuidamos da expressão da testa e, na fase seguinte, da sustentação do rosto" é um plano. A paciente se enxerga no segundo.
Também ajuda separar o que é indicado do que é opcional. Prometer resultado não ajuda: cria expectativa errada e vai contra as regras de ética do conselho.
Antes de entregar o plano à paciente, confira se o documento tem estes seis itens:
- A queixa principal e o objetivo, com as palavras da paciente
- As fases do protocolo, na ordem em que serão feitas
- O motivo de cada fase, explicado em linguagem simples
- O intervalo previsto entre uma sessão e a seguinte
- O investimento do plano e as condições de pagamento
- Quem acompanha a paciente entre as sessões
Com esse documento, a paciente que decide junto com o marido ou com a família leva para casa o plano completo, e não um número solto num papel.
Como medir se a consulta está fechando protocolos
Quatro números mostram se o roteiro funciona: consultas realizadas, planos apresentados, protocolos fechados e ticket médio da paciente nova. Anote os quatro toda semana e compare um mês com o outro.
O número que mais revela é a diferença entre consultas realizadas e planos apresentados. Muitas consultas e poucos planos indicam que as etapas 3 e 4 estão sendo puladas. Se apresenta muitos planos e fecha poucos, o gargalo costuma estar no investimento ou no fechamento.
Olhe também para as pacientes que pediram tempo para pensar. Quantas foram retomadas na data combinada, e quantas fecharam depois? Esse grupo mostra se a etapa 6 funciona.
Se você quer apoio para colocar o roteiro na rotina, a Yuki Company inclui o treinamento de vendas da clínica nos planos Starter, Invicta e Invicta X. Para saber antes onde a sua clínica perde protocolos, peça o Raio-X da sua clínica.
Perguntas frequentes sobre como vender protocolo full face
Qual a diferença entre vender procedimento e vender protocolo full face?
Vender procedimento é atender o pedido do dia. Vender protocolo full face é apresentar um plano para o rosto inteiro, em fases, com o porquê de cada uma. O protocolo nasce da análise facial feita na consulta, e não da conversa no WhatsApp.
Quem deve apresentar o protocolo: a doutora ou a secretária?
A doutora. É ela quem faz a análise facial e explica o plano de tratamento. A secretária e o comercial vendem a consulta antes e podem conduzir o investimento e o agendamento depois, conforme a rotina da clínica.
A paciente quer só a toxina. Devo insistir no protocolo?
Não insista. Faça a análise completa, apresente o plano e deixe a decisão com ela. Muitas começam pela fase ligada à queixa que trouxeram, e o plano por escrito segue disponível.
Devo passar o valor do protocolo pelo WhatsApp?
O valor do protocolo depende da análise do rosto, que só acontece na consulta. No WhatsApp, a secretária explica do que o investimento depende e convida para a consulta. Na consulta, o valor vem depois do plano.
O que fazer quando a paciente diz que vai pensar?
Respeite o tempo dela e combine, ainda na consulta, quando a clínica vai retomar a conversa. Na data combinada, retome pelo canal que ela preferir, sem pressão.
O protocolo full face aumenta o ticket médio?
Aumenta, porque reúne vários procedimentos em um plano de tratamento, em vez de vendas avulsas. O ticket médio é o faturamento dividido pelo número de fechamentos. O guia ticket médio da clínica de harmonização mostra a conta com um exemplo fictício.
Como apresentar o valor do protocolo na consulta?
Depois da análise e do plano, e não antes. A doutora mostra o que cada etapa resolve, o tempo do tratamento e o resultado esperado sem prometer, e só então apresenta o investimento. Assim, a paciente decide pelo plano, e não pelo preço de um procedimento isolado.
O protocolo pode ser feito em etapas?
Pode, e costuma ser assim: o plano para o rosto inteiro é dividido em sessões ao longo do tempo, conforme o que a paciente prioriza. Dividir em etapas também ajuda a paciente a decidir, porque ela vê o caminho completo e o primeiro passo.
A secretária pode vender o protocolo pelo WhatsApp?
O papel da secretária é vender a consulta, e não o protocolo. O plano de tratamento depende da análise facial, que acontece na consulta com a doutora. No WhatsApp, a equipe entende o objetivo da paciente e convida para um horário.
Como a Yuki Company ajuda a vender protocolo full face?
Com o treinamento comercial, presente em todos os planos, que prepara a equipe para conduzir da primeira mensagem até a consulta, e com anúncios voltados à paciente de full face. Veja como funciona o treinamento comercial para clínicas de estética.



