Este guia sobre regras de publicidade para harmonização facial é informativo. Ele não substitui a leitura das normas, a orientação do conselho regional da sua profissão nem a de um advogado. Regras em vigor em outubro de 2026.
As regras de publicidade para harmonização facial mudam conforme a profissão de quem anuncia: a cirurgiã-dentista responde ao CFO, a biomédica ao CFBM e o médico ao CFM. Três pontos se repetem nos três conselhos: nada de sensacionalismo, nada de promessa de resultado e nada que exponha a paciente sem consentimento. O que muda de um conselho para outro é o tratamento do preço, do antes e depois e dos depoimentos. As regras de publicidade são as normas de cada conselho profissional que dizem o que a clínica pode mostrar em anúncios, posts e páginas, como preço, antes e depois e depoimentos.
Por que as regras de publicidade pesam no marketing da clínica
Um anúncio fora das regras pode levar a doutora a um processo ético no conselho regional e ainda ser reprovado pelas plataformas. E a paciente que valoriza resultado confia mais em uma comunicação sóbria.
Para os conselhos, publicidade não é só o anúncio pago: posts, Reels, stories e a página da clínica também contam. Quem responde é a profissional inscrita, mesmo quando a peça foi feita por uma agência.
Fora dos conselhos, há mais três camadas: as políticas de saúde do Google e da Meta, o Código de Defesa do Consumidor, que trata da publicidade enganosa, e a LGPD, que protege os dados e a imagem da paciente.
Cirurgiã-dentista: as regras de publicidade do CFO
A cirurgiã-dentista segue as normas de publicidade do Conselho Federal de Odontologia, formadas pelo Código de Ética Odontológica e por resoluções específicas. Elas se aplicam a tudo que divulga o trabalho da doutora, do Reels ao anúncio pago.
Sobre a atuação, há um ponto em aberto. Em 19/08/2026, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou a Resolução CFO 198/2019, que reconhecia a harmonização orofacial como especialidade odontológica. Na data desta revisão, a decisão ainda não tinha efeito e havia recurso. Acompanhe as orientações do CFO e do seu conselho regional.
Norma de referência para a dentista
As regras de publicidade da odontologia estão no código de ética da profissão e em resoluções do CFO. A Resolução CFO 196/2019 é a mais citada quando o assunto é imagem, porque trata de selfies e de fotos de diagnóstico e de resultado de tratamento.
O que costuma ser permitido para a dentista
Conteúdo de identificação e de educação costuma ser aceito: quem é a doutora, a inscrição no CRO, a área de atuação e como funciona a consulta. Imagens de resultado podem aparecer nas condições da norma, com autorização da paciente.
O que não pode no anúncio da dentista
As normas da odontologia vedam o uso do preço e das formas de pagamento como apelo, a oferta de serviço gratuito ou em promoção e a promessa de resultado. O tom sensacionalista e a comparação que desvaloriza colegas também ficam de fora.
Biomédica: as regras de publicidade do CFBM
A biomédica que trabalha com harmonização facial segue o código de ética da biomedicina e as normas de publicidade do Conselho Federal de Biomedicina. Quase todos os guias do mercado falam só de dentistas, então não copie o que outras profissões publicam.
Norma de referência para a biomédica
A referência é o código de ética do profissional biomédico, somado às resoluções do CFBM sobre publicidade e sobre a atuação em estética.
O que costuma ser permitido para a biomédica
Identificação com a inscrição no CRBM, explicação dos procedimentos e conteúdo educativo seguem a lógica das demais profissões da saúde. As condições para usar imagem de paciente precisam ser conferidas na norma do conselho.
O que não pode no anúncio da biomédica
Promessa de resultado, apelo sensacionalista e anúncio que confunda a paciente sobre a formação da profissional são os riscos mais frequentes. A regra sobre preço deve ser conferida na norma do CFBM.
Médico: as regras de publicidade do CFM
O médico, de dermatologia, cirurgia plástica ou outra especialidade, segue a Resolução CFM 2.336/2023, que reorganizou a publicidade médica no país. Ela abriu mais espaço para as redes sociais, mas manteve limites para sensacionalismo e promessa.
Norma de referência para o médico
A Resolução CFM 2.336/2023 é a norma de publicidade médica em vigor e se aplica junto com o Código de Ética Médica.
O que costuma ser permitido para o médico
Conteúdo educativo, identificação com CRM e com RQE quando houver especialidade registrada e imagens de antes e depois com finalidade educativa estão entre as mudanças mais comentadas da norma.
O que não pode no anúncio do médico
Promessa de resultado, sensacionalismo, depoimento exagerado e exposição da paciente sem consentimento continuam fora dos limites. Anunciar uma especialidade sem registro no conselho também é vedado.
Cuidados que valem para as três profissões
Oito temas concentram a maior parte dos problemas, seja qual for o conselho. Em todos eles, a pergunta é a mesma: o conteúdo informa a paciente ou tenta convencê-la pelo exagero?
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Antes e depois
É o conteúdo que mais gera dúvida, porque cada conselho trata o tema de um jeito. Onde é aceito, costuma exigir fim educativo, autorização e imagens sem edição.
Na prática: mesma luz, mesmo ângulo, nenhum filtro e termo de autorização arquivado.
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Depoimentos de pacientes
Prova social em saúde tem limite. O risco está no relato que sugere que todas as pacientes terão o mesmo efeito.
Na prática: prefira relatos sobre o atendimento, e não sobre o resultado.
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Preço, promoção e condição de pagamento
Preço como chamariz é o deslize mais comum nos anúncios de harmonização. Promoção, desconto relâmpago e pacote com prazo para acabar fogem do tom aceito.
Na prática: mostre o que a consulta entrega e deixe o investimento para a conversa individual.
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Promessa de resultado
Nenhum procedimento tem o mesmo efeito em todas as pacientes. Expressões como "rosto perfeito", "efeito imediato" ou "sem dor" entram nessa conta.
Na prática: troque a promessa pelo processo: o que acontece na consulta e como o plano é feito.
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Selfies e vídeos de procedimento
Mostrar a rotina aproxima a doutora da paciente, mas gravar o procedimento em andamento pede cuidado dobrado.
Na prática: priorize a doutora explicando, e não a agulha em close.
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Impulsionamento de posts
Post impulsionado é anúncio e segue as mesmas regras de uma campanha. As políticas da Meta e do Google ainda podem reprovar a peça.
Na prática: revise o post como se fosse um anúncio novo.
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Influenciadoras e parcerias
Quando uma influenciadora divulga o procedimento, a responsabilidade pode recair também sobre a profissional.
Na prática: aprove o roteiro por escrito antes da gravação.
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Dados da paciente e LGPD
Foto, nome e informação de saúde são dados pessoais, e os de saúde são sensíveis pela LGPD. Usar a imagem pede consentimento claro para aquela finalidade.
Na prática: termo assinado e guardado, com a opção de retirar o consentimento.
Esses cuidados valem para dentistas, biomédicas e médicos, mesmo com regras diferentes em cada conselho. Este guia é informativo e não substitui a leitura das resoluções nem a orientação do seu conselho regional.
O que pode, o que exige cuidado e o que não pode, por conteúdo
A tabela resume, em uma linha por formato, os exemplos certos e errados mais comuns nos anúncios de harmonização. Ela é um ponto de partida para conferir na norma da sua profissão, e não uma regra fechada.
| Conteúdo | O que pode | O que exige cuidado | O que não pode |
|---|---|---|---|
| Post educativo | Explicar indicações, etapas e cuidados do procedimento | Citar marcas de produtos e nomes de técnicas | Apresentar o procedimento como livre de riscos |
| Antes e depois | Usar onde a norma permite, com autorização e fim educativo | Manter luz, ângulo e intervalo iguais nas fotos | Foto editada, com filtro ou acompanhada de promessa |
| Depoimento | Relato sobre o atendimento e a experiência na clínica | Relato que descreve o resultado do procedimento | Depoimento que sugere o mesmo efeito para todas |
| Preço | Tratar do investimento na conversa individual | Informar valores, só onde o conselho tolerar | Promoção, desconto, sorteio e "só hoje" |
| Selfie e bastidores | Doutora, equipe e estrutura da clínica | Selfie com paciente durante o atendimento | Paciente identificada sem autorização por escrito |
| Vídeo de procedimento | Explicação da técnica sem expor a paciente | Gravação do procedimento em andamento | Tom de espetáculo ou trend que banaliza o ato |
| Anúncio pago | Peça educativa com identificação profissional | Texto que fala da aparência de quem lê | Urgência falsa ou promessa no título |
| Influenciadora | Parceria com roteiro aprovado pela doutora | Permuta de procedimento em troca de post | Roteiro com promessa ou condição promocional |
A coluna do meio é a mais delicada: o que uma profissão pode fazer, outra pode não poder. Na dúvida, consulte o conselho regional.
Checklist de revisão antes de publicar um anúncio
Dez perguntas resolvem a maior parte dos riscos antes de a peça ir ao ar. Se alguma resposta for "não" ou "não sei", a peça volta para revisão.
- A peça identifica a profissional com nome e inscrição no conselho?
- A especialidade citada está registrada no conselho da profissão?
- O texto informa a paciente, sem prometer resultado?
- Não há preço como chamariz, promoção, desconto ou sorteio?
- O antes e depois, se houver, segue a norma e não tem edição?
- Cada paciente que aparece assinou uma autorização por escrito?
- O depoimento fala da experiência, e não de um efeito certo?
- A peça evita sensacionalismo, urgência falsa e ataque a colegas?
- Texto e imagem respeitam as políticas de saúde da Meta e do Google?
- Outra pessoa, além de quem criou, revisou a peça antes?
Como anunciar dentro das regras e ainda atrair pacientes
Seguir as regras não obriga a fazer anúncio fraco. A peça que educa, mostra a doutora e explica a consulta tende a atrair a paciente que valoriza resultado, e não a que só compara preço.
Quando a promessa sai e a explicação entra, o anúncio filtra melhor quem chega. Veja como montar a mensagem para atrair pacientes de full face sem depender do preço. Se a campanha já está no ar e as consultas não aparecem, confira os sinais de um tráfego sem resultado antes de culpar a regra.
Na Yuki Company, a gestão de anúncios da clínica faz parte dos planos Starter, Invicta e Invicta X, com o Método Yuki como base. O trabalho começa pelo Raio-X, e os primeiros resultados costumam aparecer entre 30 e 60 dias. Para saber onde a sua comunicação está hoje, é só pedir o diagnóstico da minha clínica.
Perguntas frequentes sobre publicidade de harmonização facial
Dentista pode postar antes e depois de harmonização?
Depende do que a norma do CFO permite e das condições que ela exige. Antes de publicar, leia a Resolução CFO 196/2019, que trata de imagens de resultado, e consulte o seu conselho regional. Onde for permitido, autorização da paciente, fotos sem edição e legenda educativa são o mínimo.
Posso colocar o preço da harmonização no anúncio?
Cada conselho trata o preço de um jeito, e as promoções são o ponto mais sensível nas três profissões. Além do risco ético, preço no anúncio atrai quem só compara valor. O mais seguro é falar do investimento na conversa individual.
Biomédica segue as mesmas regras de publicidade que a dentista?
Não. A biomédica segue o código de ética da biomedicina e as normas do CFBM, e não as do CFO. Os princípios se parecem, como a sobriedade e a ausência de promessa, mas os detalhes devem ser conferidos na norma do próprio conselho.
Quem responde se a agência fizer um anúncio fora das regras?
Em regra, perante o conselho, responde a profissional cujo nome e inscrição aparecem no anúncio. Por isso, a doutora deve aprovar cada peça antes da publicação, mesmo quando uma agência ou uma assessoria cria o conteúdo.
Médico pode postar antes e depois?
A Resolução CFM 2.336/2023 permite o antes e depois com fim educativo, seguindo as condições que ela define, sem sensacionalismo e sem promessa de resultado. O guia publicidade médica CFM 2.336 traz exemplos por formato.
Posso publicar depoimento de paciente?
Depende do conselho e da forma. Em geral, o depoimento precisa ser sóbrio, sem sensacionalismo e sem prometer resultado, e a paciente precisa autorizar o uso. A clínica é a responsável pelos dados da paciente, como exige a LGPD.
A decisão do TRF-1 muda o que a dentista pode anunciar?
Em 19/08/2026, o TRF-1 anulou a Resolução CFO 198/2019, que reconhece a harmonização orofacial como especialidade do dentista, mas a decisão ainda não tem efeito, porque depende da publicação do acórdão e cabe recurso. O guia decisão do TRF-1 explica o cenário.
Posso usar influenciadora para divulgar a clínica?
É um dos pontos que exigem cuidado: a parceria segue as mesmas regras do conselho da doutora, sem promessa de resultado e sem expor a paciente. Antes de fechar qualquer parceria, confira as normas da sua profissão e a orientação do seu conselho regional.
Os anúncios da Yuki seguem as regras do conselho?
Sim. A Yuki Company cria os anúncios e o conteúdo das clínicas sem preço e sem promessa de resultado, de acordo com a Resolução CFO 196/2019, a Resolução CFM 2.336/2023 e as normas do CFBM. Veja como funciona o tráfego pago para clínicas de harmonização facial.
Post impulsionado segue as mesmas regras do anúncio?
Sim. O post impulsionado é publicidade paga e segue as mesmas regras do conselho que o anúncio: sem preço, sem promessa de resultado e com cuidado no uso de imagens de pacientes. Por isso vale revisar o post antes de impulsionar, como se ele fosse uma peça de anúncio desde o início.



